Comida gordurosa vai te dar hipertensão. A não ser que você…

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Treine força.

Uma dieta rica em gorduras é deliciosa. Quem não gosta de comer bolo gelado da vó, pudim de leite condensado e churros? O problema de uma dieta hiperlipídica é a implicação que ela traz para o nosso organismo:

– Redução dos resultados esperados na academia;
– Diminuição da performance nos treinos;
– Problemas digestivos;
Entre outros…

O grande problema que esse tipo de hábito alimentar nos traz é, sem dúvida, a hipertensão arterial. Que além de diversos problemas, pode ocasionar infartos, derrames e inclusive problemas de performance sexual ~o que é o pior de todos~.

Mas calma, não jogue a batata frita com cheddar e bacon no lixo ainda. Um estudo brasileiro publicado na revista Life Sciences pelo Doutor Guilherme Speretta mostrou que ratos sedentários e submetidos à treinos de resistência muscular reagiam diferentemente à uma dieta hiperlipídica.

Segundo a orientadora da pesquisa, Dra Débora Colombari, “Nos animais sedentários, observamos que a dieta hiperlipídica modificou a expressão gênica, tornando-os mais predispostos à hipertensão. Já no grupo submetido ao treinamento de força isso não aconteceu – mesmo com a alimentação desbalanceada”. giphy

Os ratos do estudo passaram a consumir cinco vezes mais gordura que o usual. Para tanto, eles foram alimentados com amendoim, chocolate ao leite e biscoitos doces.

 

Após seis semanas, os ratos que ficaram no sofá assistindo netflix tiveram aumento tanto da frequência cardíaca quanto da pressão arterial média além de alterações na região do cérebro responsável por regular a pressão arterial e o calibre das veias (núcleo do trato solitário).

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O efeito do treino na prevenção da hipertensão

Os ratos foram submetidos a um treinamento de três vezes por semana por 10 semanas. As cobaias tiveram pesos presos aos seus rabos.

“Observamos aumento na expressão de citocinas inflamatórias. Já nos animais treinados não foi observada essa inflamação”, disse a pesquisadora.

Ou seja, os animais que foram submetidos ao treinamento de força não tiveram as alterações que o próprio cérebro faz para manter a pressão arterial e mantiveram as suas frequências cardíacas, apesar de terem engordado tanto quanto os sedentários.

Segundo Colombari, a maioria dos estudos nessa área foca nos benefícios de exercícios aeróbicos, que promovem maior gasto energético e maior redução de massa corporal. “Mas mostramos que o treino resistido também traz benefícios importantes. O ideal, obviamente, é associar os dois tipos”, afirmou.

 

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